Categoria: Poesia

Rindo por último…

Garoeiro – Natal, RN, 29 de abril de 2014.

Uma certeza nascida

Nas águas do bem querer,

Fez meu ponto de partida

Luz que viesse a ser

Igualmente dividida.


Lutando para vencer

A ousadia perseguida,

Vivi somente a sofrer,

Consistindo a minha vida

No exercício de perder…


Pior,  porém,  que  padecer,

Foi achar uma saída,

Sem conseguir convencer,

E ter a causa perdida,

Vendo aquela luz morrer…


Tudo o que sofri convida

Meu coração ao prazer

Da paz agora obtida:

Como é gostoso viver,

Como é  boa a Doce Vida!

Vídeo nº 52 – Rindo por último…

Canção triste

Garoeiro – Natal, RN, 27 de abril de 2014.

Ele sempre insistia

Provir da cama e da mesa,

Quase toda a alegria

Que havia em sua vida, acesa…


Caminhando, todo dia,

Era a Língua Portuguesa,

Sua literária via,

A conversação coesa…


Das caminhadas, crescia

Uma espécie de clareza,

Que a paixão reacendia,

Mantendo a alegria, presa…


A intriga tornou vazia

E muda, aquela beleza;

E a sua moradia,

A morada da tristeza…

Vídeo nº 51 – Canção triste

Saudades de Vinícius…

Garoeiro – Natal, RN, 25 de abril de 2014.

Vinícius,  eu  também  já,

Sim, desesperadamente

Amei, e, até, para lá,

Cheguei a amar loucamente…


Amar, é o humano maná,

Nosso, carnosamente;

Ver que é a carne que nos dá

O sublime, transcendente…


Quem, numa História tão má,

Traído, diariamente,

Consegue, seja uma pá,

Desse ido ingrediente?


Paixão, não usa crachá,

Vem, inesperadamente,

E, nunca, tomando chá,

Mas, whisky, aguardente…


-  Contra todo este  blá-blá-blá,

Aja, apaixonadamente,

E, este mundo imposto, cá,

Negue, sempre, reinvente…

Vídeo nº 50 – Praia & Mar…

Alterno

Alterno Alterno
Garoeiro – Natal, RN, 27 de maio de 2014. Garoeiro – Natal, RN, 27 de maio de 2014.
Bem pobre de clã paterno, Molto povero de parte del suo clan paterno,
Nasceu, dominado pelo materno… È nato, essendo dominato dal clan materno …
No passado, foi interno, In passato era un bravo studente,
No Liceo Torquato Tasso, em Salerno… Nel Liceo TorquatoTasso, a Salerno …
Era gravata com terno Era cravatta con il vestito
O uniforme, fausto e pompa, o caderno… L’uniforme, e di pompa e sfarzo, il quaderno…
Cresceu num banco moderno, E ‘cresciuto a lavorare in una banca moderna,
Rico usurário do vício eterno… Ha arricchito e usuraio di dipendenza eterna…
Jornais, como subalterno, Mantenendo giornale, come schiavo,
Endeusavam-no ao público externo… È stato divinizzato per il grande pubblico …
O jornalismo hodierno Giornalismo di oggi
Trata o poder financeiro, fraterno… Reputa il potere finanziario come suo fratello …
- “O dinheiro que governo, - “Il denaro che io governo,
Aprecio-o no mundo que aderno!” É barando debiti per tutti!”.
Morreu, no último inverno, E ‘morto l’inverno scorso,
Rico e sozinho, a caminho do Inferno… Rico e solo, sulla strada per l’inferno …

Vídeo nº 48 – Flor de cactus